Comunicação não-violenta em tempos de crise

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Fazer o gerenciamento de equipes não é uma atividade fácil. Agora, fazer essa gestão em meio a uma pandemia na qual as pessoas estão se vendo obrigadas a trabalhar em formato de home office, parece impossível, não é?

Calma! 

Vamos falar aqui sobre uma das habilidades mais eficazes de um líder e que pode ajudar muito no gerenciamento de equipes durante uma crise: a comunicação. E principalmente: a comunicação não-violenta.

Nós já trouxemos alguns conteúdos falando sobre como o papel da liderança, nesses períodos, passa de importante a essencial. Por isso, é necessário manter a calma e buscar investir o tempo na manutenção da positividade do time e buscando motivá-los, sempre que possível.

Confira aqui um conteúdo que pode te ajudar a motivar a sua equipe!

Mas é claro que para que você consiga fazer uma gestão eficaz, existe um ponto específico que precisa de um pouco de atenção: a sua comunicação.

Todo líder deve saber que a comunicação é uma característica primordial para quem ocupa um cargo como esse. 

A responsabilidade pela fala é grande!

É somente através da boa comunicação que se torna possível motivar a equipe, dar feedbacks construtivos e tornar a relação de trabalho muito mais benéfica para todo o time. Isso, em condições normais…

Agora, provavelmente você já deve ter percebido o quanto ela é ainda mais necessária e eficaz nesse momento de crise!

Com as pessoas em home office, essa skill dos líderes assume esse papel primordial de uma maneira muito mais forte. É impossível manter a equipe unida e motivada sem uma comunicação realmente eficiente.

Por isso, como você também está vivenciando esse momento de incertezas, deve tomar alguns cuidados. Por mais que a sua comunicação seja uma de suas melhores qualidades, nesses momentos, pode ser difícil ter que coordenar uma equipe e manter uma relação saudável com todos.

É aqui que entra a comunicação não-violenta como uma prática imprescindível para quem busca aprimorar a forma como se relaciona com o time. Prática a qual deve ser levada para além dos tempos de crise.

Vamos entender juntos como isso funciona? Continue a ler e descubra!

O que é a comunicação não-violenta?

O termo “comunicação não-violenta” (CNV) foi criado por Marshall Bertram Rosenberg, um psicólogo norte-americano que, através do seu trabalho com orientação educacional em escolas e universidades, começou a oferecer treinamentos em técnicas de comunicação.

Foi nesse cenário que ele criou o que chama de método comunicativo da comunicação não-violenta.

Rosenberg defende, com a sua ideia de CNV, a prática de uma comunicação que escute, seja empática e não-agressiva.

Para ficar mais claro, confira um trecho de sua obra “Comunicação Não-Violenta”:

“Toda violência é o resultado das pessoas enganarem a si mesmas, acreditando que a dor delas deriva de outras pessoas e que, conseqüentemente, essas pessoas merecem ser punidas.”
— (MARSHALL ROSENBERG)

É importante não confundirmos aqui a violência verbal com a violência física! Estamos falando sobre como a forma que nos comunicamos com o outro pode transformar uma relação em algo que não é produtivo.

Para o psicólogo, a prática da comunicação não-violenta está relacionada a resolver situações. Segundo ele, é através da conversa e do diálogo que se torna possível resolver desavenças e discórdias.

A “não-violência”, nesse caso, vem da mesma visão de Gandhi, que afirmava que este era o nosso estado compassivo natural, no qual a violência teria se afastado do coração.

Interessante, certo?

Mas, como podemos aplicar isso no dia a dia do trabalho? Por que a CNV é tão importante para os líderes nesse momento de crise?

Agora você vai entender por que precisa disso para conseguir gerenciar o seu time de forma eficaz e melhorar a sua habilidade de comunicação.

Não basta apenas saber se comunicar…

O principal ponto é: se o segredo para uma boa liderança fosse apenas saber se comunicar, todos os líderes seriam excelentes!

Principalmente nesse momento de pandemia do coronavírus atrelado ao home office, não podemos confiar apenas na nossa capacidade de comunicação. Temos que transformar essa habilidade em uma comunicação não-violenta.

Por que?

Imagine que todos os seus colaboradores estão em casa, trancados, em quarentena. Cada um deles está sendo bombardeado por diversas notícias diariamente, geralmente notícias pessimistas e que trazem a sensação de ansiedade e estresse. Aliado a isso, a nova experiência do home office está trazendo uma queda de produtividade para muitas organizações que não estavam acostumadas com a prática.

A situação é bastante delicada. 

Se, no meio de todos esses problemas, você se comunicar de uma forma que gere competitividade no time ou demonstrar sinais de agressividade na maneira de se comunicar, vai acabar fortalecendo uma relação agressiva entre as pessoas.

É como estar em um navio, no meio de uma tempestade, e começar a gritar com a tripulação.

Ou seja:

  • O trabalho não vai render;
  • Você corre o risco de ofender os colaboradores;
  • O seu time não vai te enxergar como um verdadeiro líder;
  • E talvez o navio afunde…

Pois é, para não deixar o barco afundar, você precisa praticar a comunicação não-violenta. Assim, pode criar um ambiente que promova a coletividade.

É exatamente isso que Marshall tenta nos passar através do seu conceito de CNV. A ideia é criar um espaço onde a compreensão e o acolhimento sejam características intrínsecas à comunicação, para que as relações construídas sejam de generosidade e não, violentas.

Na prática, a fala do líder (principalmente agora, que estamos vivenciando uma crise), deve estar sempre atenta a criação desse tipo de relação.

Claro que, isso deve ser levado em consideração INDEPENDENTEMENTE das situações de crise. Mas, como o contexto atual exige maior atenção, talvez essa seja a hora de trazer isso para a sua realidade.

Mas, na prática, como fazer?

1. Escute!

O primeiro passo de uma comunicação não-violenta é escutar. Precisamos parar de achar, principalmente como líderes, que sempre temos a razão. Parte de uma comunicação verdadeiramente eficaz, se faz a partir da fala do outro.

Isso é o que podemos chamar de comunicação empática.

2. Transparência e sinceridade

Uma conversa aberta, sem deixar pontos subentendidos e realmente sincera com os colaboradores, principalmente nesse momento, deve fazer parte da rotina dos líderes.

3. Não julgue

Para que a comunicação seja efetiva e para que todos sintam-se confortáveis, seja com o compartilhamento de opiniões ou de posicionamentos em relação ao dia a dia do trabalho, é primordial que o líder não julgue a fala ou a comunicação dos colaboradores. 

O não-julgar pode fortalecer a relação do líder com a equipe, nivelando a comunicação para que, nesses momentos, não exista uma hierarquia na fala.

4. Esteja atento ao seu tom de voz

Você é um líder e não pode ser levado pela emoção.

Portanto, todas as vezes que for conversar com seu time, preste atenção no seu tom de voz. Um dia de mau humor pode fazer com que o seu tom de voz mude e a equipe sinta-se desconfortável.

5. Faça perguntas

Fazer perguntas demonstra que você se importa com a opinião do outro. Além disso, dessa forma vai conseguir entender muito melhor o seu time!

Viu só? Não é tão difícil assim!

O segredo está na empatia!

Você não precisa transformar a comunicação em um processo, cheio de regras. Basta ter o bom senso de que quanto mais você criar um ambiente saudável, mais a sua equipe vai reagir de forma saudável.

Ação e reação, entende?

Caso você queira conferir mais algumas dicas sobre como trabalhar com a sua equipe de forma eficaz, durante essa quarentena, clique aqui acesse mais um conteúdo!

Continue acompanhando o nosso blog para mais informações relevantes sobre essa nova realidade de trabalho.

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